que ele interrompeu o meu palrar apressado e perguntou
"De zero a dez quanto é que estás feliz?"
E eu de rajada respondi
"Onze".
E rimos muito juntos.
Como só fazem, uns pelos outros e uns com os outros, os que são realmente amigos.
15 maio 2012
05 maio 2012
Constatação
Deixei de dizer que ficava mais feliz com as derrotas do Benfica do que com as vitórias do Porto, quando percebi que o que tem de verdadeiramente nos fazer felizes é a felicidade que sentimos e não a felicidade que outros não sentem.
30 abril 2012
A guardar
...porque nos esquecemos muitas vezes que isto, sim, é que são problemas.
in "Jornal Público 29/04/2012"
Chocante. Violento. Triste.
23 abril 2012
Conversas com ele
À saída de uma festa de anos:
- Mãe anda, vamos para casa que estou cheio de fome.
- Então mas acabaste de sair de uma festa onde havia imensa comida e tens fome?
- Ó Mãe que queres... a minha barriga está histérica!
- Mãe anda, vamos para casa que estou cheio de fome.
- Então mas acabaste de sair de uma festa onde havia imensa comida e tens fome?
- Ó Mãe que queres... a minha barriga está histérica!
17 abril 2012
Gosto Não Gosto
Gosto de papéis.
Não gosto de burocracias.
Não gosto de burocracias.
13 abril 2012
Se eu fosse...
uma árvore
“Recordo aquele acordo / Bem claro e assumido / Eu trepava um eucalipto / E tu tiravas o vestido”
30 março 2012
Olha
Tem cuidado com o que desejas,
com os sonhos que inventas à noite, quando não consegues adormecer.
Tudo o que se torna real
chega mais forte, mais intenso, mais perigoso,
do que nos melhores momentos da tua imaginação.
Capaz até de tornar as ideias difusas, de desfocar a razão.
Cuidado com o que queres, porque pode ser teu.
Cuidado com tudo o que te vem parar as mãos.
Muito cuidado. A vida surpreende-te mesmo.
Convém estares, real e imaginariamente, preparado para ela.
do que nos melhores momentos da tua imaginação.
Capaz até de tornar as ideias difusas, de desfocar a razão.
Cuidado com o que queres, porque pode ser teu.
Cuidado com tudo o que te vem parar as mãos.
Muito cuidado. A vida surpreende-te mesmo.
Convém estares, real e imaginariamente, preparado para ela.
20 março 2012
Coisas da primavera
As primeiras recordações felizes que tenho de Lisboa chegam-me da primavera. Destes cheiros mais aromáticos que transformam a cidade e da forma mais saltitante que vejo na pressa do movimento das pernas das pessoas que enchem ruas e outros lugares.
As minhas primeiras primaveras por aqui fizeram-se de descobertas: ultrapassados os meses da chegada, os percursos repetidos nos meses de outono e inverno eram já conhecidos e sem segredos, fazendo-se praticamente de três ou quatro destinos, entre casa e a universidade, entre a universidade e alguns centros comerciais, entre o supermercado da esquina e o regresso ao ponto de partida.
Agora, quando ficou o sol, quando os amigos que se mantém até hoje já eram, naquele tempo, isso mesmo, amigos, quando a cidade ganhava um brilho e uma segurança de estarmos no nosso lugar, havia que alterar rotinas e buscar novidades, deixar que o espaço nos envolvesse e nos desafiasse, permitindo concretizar alguns projetos e estender os dias à proporção da luz.
Lembro, particularmente, as caminhadas em grupo para lanches que se prolongavam, em mesas cheias de rostos e de conversas. Terminavam, invariavelmente, em bancos de jardim onde nos sentávamos desafiando mais a falta de horas do que a falta de assunto.
Naquele tempo os nossos dias eram mesmo assim: sem relógio, sem afazeres intermináveis ou inadiáveis e estudar complementava o tempo sem o roubar. As nossas vidas eram, ainda, séries de acontecimentos imprevisíveis mas todos fantásticos, onde os episódios para a frente eram ainda muito mais do que os que estavam para trás. As ideias pareciam imutáveis e ilimitadas e todos, e cada um de nós, se via invencível e insuperável.
Com os anos, eu e todos os outros ganhámos idade e (alguma) consciência, perdemos certos limites mas lucrámos com saber, trocámos verdades absolutas por conquistas impossíveis de roubar. Tornámo-nos adultos sem o admitirmos e cortámos pedaços do nosso tempo para neles colocar responsabilidades.
Mas a primavera volta, ano a ano. Numa espécie de oportunidade anual para nos renovarmos com a natureza. Numa montra de descobertas e de criações. Num ciclo de vida que leva e traz momentos, verdades e até pessoas. E é nesse reciclar do tempo que se ganham possibilidades, numa tentativa permanente de ainda sermos jovens estudantes que olham, pela primeira vez, a cidade, sugando os dias à medida do sol. À medida do melhor das nossas vontades.
Ilustração - Catalina Estrada
16 março 2012
Regras de sobrevivência em formato Furto,
ou vice-versa
"16 MARÇO 2012
Nota mental para a reunião das nove
Dizia-se de São Tomás de Aquino que, depois de uma grande discussão entre dois frades do seu convento, um dos frades foi ter com ele e desabafou, contando-lhe a sua posição. Depois de o ouvir, S. Tomás disse-lhe "Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão". De seguida o outro frade foi também procurar S. Tomás e explicou-lhe o seu ponto de vista, oposto ao do primeiro frade. S. Tomás ouviu-o e, no fim, concluiu "Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão".Um terceiro frade, que tinha assistido a tudo, disse a S. Tomás: "Como pode ser isto, frei Tomás? O primeiro frade conta-lhe a sua posição e diz-lhe que ele tem razão, chega o segundo frade com uma versão completamente diferente e diz-lhe também que ele tem muita razão. Ora isso não pode ser". S. Tomás ouviu o terceiro frade com a sua habitual paciência e respondeu-lhe: "Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão".
Publicada por Pipoco Mais Salgado em 16.3.12 1 comentários"
in O PIPOCO MAIS SALGADO
acabado de regressar à blogosfera
e
"Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão."
*Coisas que encontro por aí
e guardo para depois pensar sobre isso
Etiquetas:
Furto,
Regras de sobrevivência
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