À saída de uma festa de anos:
- Mãe anda, vamos para casa que estou cheio de fome.
- Então mas acabaste de sair de uma festa onde havia imensa comida e tens fome?
- Ó Mãe que queres... a minha barriga está histérica!
23 abril 2012
17 abril 2012
Gosto Não Gosto
Gosto de papéis.
Não gosto de burocracias.
Não gosto de burocracias.
13 abril 2012
Se eu fosse...
uma árvore
“Recordo aquele acordo / Bem claro e assumido / Eu trepava um eucalipto / E tu tiravas o vestido”
30 março 2012
Olha
Tem cuidado com o que desejas,
com os sonhos que inventas à noite, quando não consegues adormecer.
Tudo o que se torna real
chega mais forte, mais intenso, mais perigoso,
do que nos melhores momentos da tua imaginação.
Capaz até de tornar as ideias difusas, de desfocar a razão.
Cuidado com o que queres, porque pode ser teu.
Cuidado com tudo o que te vem parar as mãos.
Muito cuidado. A vida surpreende-te mesmo.
Convém estares, real e imaginariamente, preparado para ela.
do que nos melhores momentos da tua imaginação.
Capaz até de tornar as ideias difusas, de desfocar a razão.
Cuidado com o que queres, porque pode ser teu.
Cuidado com tudo o que te vem parar as mãos.
Muito cuidado. A vida surpreende-te mesmo.
Convém estares, real e imaginariamente, preparado para ela.
20 março 2012
Coisas da primavera
As primeiras recordações felizes que tenho de Lisboa chegam-me da primavera. Destes cheiros mais aromáticos que transformam a cidade e da forma mais saltitante que vejo na pressa do movimento das pernas das pessoas que enchem ruas e outros lugares.
As minhas primeiras primaveras por aqui fizeram-se de descobertas: ultrapassados os meses da chegada, os percursos repetidos nos meses de outono e inverno eram já conhecidos e sem segredos, fazendo-se praticamente de três ou quatro destinos, entre casa e a universidade, entre a universidade e alguns centros comerciais, entre o supermercado da esquina e o regresso ao ponto de partida.
Agora, quando ficou o sol, quando os amigos que se mantém até hoje já eram, naquele tempo, isso mesmo, amigos, quando a cidade ganhava um brilho e uma segurança de estarmos no nosso lugar, havia que alterar rotinas e buscar novidades, deixar que o espaço nos envolvesse e nos desafiasse, permitindo concretizar alguns projetos e estender os dias à proporção da luz.
Lembro, particularmente, as caminhadas em grupo para lanches que se prolongavam, em mesas cheias de rostos e de conversas. Terminavam, invariavelmente, em bancos de jardim onde nos sentávamos desafiando mais a falta de horas do que a falta de assunto.
Naquele tempo os nossos dias eram mesmo assim: sem relógio, sem afazeres intermináveis ou inadiáveis e estudar complementava o tempo sem o roubar. As nossas vidas eram, ainda, séries de acontecimentos imprevisíveis mas todos fantásticos, onde os episódios para a frente eram ainda muito mais do que os que estavam para trás. As ideias pareciam imutáveis e ilimitadas e todos, e cada um de nós, se via invencível e insuperável.
Com os anos, eu e todos os outros ganhámos idade e (alguma) consciência, perdemos certos limites mas lucrámos com saber, trocámos verdades absolutas por conquistas impossíveis de roubar. Tornámo-nos adultos sem o admitirmos e cortámos pedaços do nosso tempo para neles colocar responsabilidades.
Mas a primavera volta, ano a ano. Numa espécie de oportunidade anual para nos renovarmos com a natureza. Numa montra de descobertas e de criações. Num ciclo de vida que leva e traz momentos, verdades e até pessoas. E é nesse reciclar do tempo que se ganham possibilidades, numa tentativa permanente de ainda sermos jovens estudantes que olham, pela primeira vez, a cidade, sugando os dias à medida do sol. À medida do melhor das nossas vontades.
Ilustração - Catalina Estrada
16 março 2012
Regras de sobrevivência em formato Furto,
ou vice-versa
"16 MARÇO 2012
Nota mental para a reunião das nove
Dizia-se de São Tomás de Aquino que, depois de uma grande discussão entre dois frades do seu convento, um dos frades foi ter com ele e desabafou, contando-lhe a sua posição. Depois de o ouvir, S. Tomás disse-lhe "Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão". De seguida o outro frade foi também procurar S. Tomás e explicou-lhe o seu ponto de vista, oposto ao do primeiro frade. S. Tomás ouviu-o e, no fim, concluiu "Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão".Um terceiro frade, que tinha assistido a tudo, disse a S. Tomás: "Como pode ser isto, frei Tomás? O primeiro frade conta-lhe a sua posição e diz-lhe que ele tem razão, chega o segundo frade com uma versão completamente diferente e diz-lhe também que ele tem muita razão. Ora isso não pode ser". S. Tomás ouviu o terceiro frade com a sua habitual paciência e respondeu-lhe: "Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão".
Publicada por Pipoco Mais Salgado em 16.3.12 1 comentários"
in O PIPOCO MAIS SALGADO
acabado de regressar à blogosfera
e
"Tem razão, irmão. Mas é que tem mesmo muita razão."
*Coisas que encontro por aí
e guardo para depois pensar sobre isso
Etiquetas:
Furto,
Regras de sobrevivência
08 março 2012
20 fevereiro 2012
Fichas de Leitura
Autor - Haruki Murakami
Ano de edição - 2011
Leitura em - Janeiro/Fevereiro 2012
Comecei 2012 tal e qual como havia iniciado 2011: com Murakami. Ao terceiro livro que leio do autor japonês, vejo-me inteiramente rendida e ansiosa pelos dois volumes que faltam neste 1Q84.
O livro avisa desde logo, na contracapa, "não se deixe iludir pelas aparências" e é mesmo isso que vamos perscrutando em cada página, em cada capítulo, em cada personagem. Sempre à espera de sermos surpreendidos, de a qualquer momento a realidade ser mais irreal do que a imaginação.
As histórias paralelas que se intervalam entre capítulos, aguardam sempre por cruzamentos ou entroncamentos. E nós, meros espetadores, leitores nervosos ou curiosos, começamos a antever histórias que ainda não chegaram e a lançar hipóteses para o desenlace. Mas ele ainda tarda.
"Mas, se reescrevesse o passado, é óbvio que o presente também mudaria. Aquilo a que chamamos presente resulta de uma acumulação do passado."
"Tudo o que ocorrer a partir de agora é território desconhecido para toda e qualquer pessoa. Não há mapas. Só descobriremos o que nos espera atrás de cada esquina quando a dobrarmos."
"Mas, à sua maneira, os sentimentos puros e genuínos são perigosos. Não é fácil para um ser humano de carne e osso continuar a viver com tais sentimentos. É por isso que se torna necessário prender os teus à terra... com firmeza, como se prendesses uma âncora a um balão."
14 fevereiro 2012
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