"It's always darkest before the dawn"
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10 setembro 2012
30 dias de setembro #10
Dia 10 - A música que ouço quando estou triste ou entediada ou desanimada
09 setembro 2012
30 dias de setembro #9
08 setembro 2012
30 dias de setembro #8
Dia 08 - Uma memória que me marcou para sempre
Naquela hora de almoço, entre as aulas da manhã e as da tarde, eu procurava no recreio a amiga de sempre, a companheira de todos os intervalos de há vários anos. Era ali que nos encontrávamos, entre as aulas da turma dela e as aulas da minha turma. Era ali, naquele espaço de tempo que dividia o dia, que comparávamos as matérias que calhavam para os testes, o avançar das páginas dos manuais escolares, as notas que conseguíamos. Entre o almoço e o toque de entrada trocávamos histórias que aconteciam nas nossas salas com as colegas de cada uma. As diferenças e semelhanças entre eu e ela, entre a minha manhã e a manhã dela, entre a turma A e a turma B, entre os testes de uma e as notas de outra, ganhavam ali todo o contexto, todo o sentido. Aquela era a nossa realidade. A partilha a par e passo de duas vidas paralelas, a minha e a dela, que aconteciam em simultâneo em salas do mesmo corredor, com a porta lado a lado e igual paisagem para lá das janelas.
E então, naquela hora de almoço eu procurava-a. Íamos, como sempre, preencher o tempo com a nossa rotina, tinha novidades para lhe contar... bem, não eram bem novidades, eram as nossas coisas: alguém que respondeu ao professor de forma torta, alguém que tropeçou ao entrar na sala, uma piada dita entre dentes na última aula da manhã... E tudo isso, que era o de sempre, tinha de ser contado já, partilhado, repartido, entregue ao destinatário. Como se não fizesse sentido ter acontecido se não fosse contado a ela. Mas já. Cumprindo o esquema diário. Fazendo o de sempre como se fosse unicamente o melhor de hoje.
E eu procurava-a.
Enquanto na minha cabeça o relato se repetia, como se tentasse memorizar, palavra por palavra, o que lhe queria contar. Como se não pudesse ser dito de outra forma, com outras frases. Como se uns minutos deixassem escapar, da minha cabeça, algum detalhe importantíssimo ou até os factos completos.
Foi então que a vi. No meio do recreio. Rodeada de gente da turma dela, que não era a minha, a falarem em coro com uma professora dela que não era minha. Trocavam argumentos e dúvidas sobre um trabalho dela, que não era meu, cuja data de entrega era tão curta, e nem era igual à minha.
Dissipando-se o grupo. Afastando-se a professora. Resolvido o caso sem solução. Ela foi-se aproximando de mim, nos limites do grupo. Vinha contar-me o que se tinha passado. Começou a explicar... Mas eu travei-lhe o discurso: tinha andado à procura dela, aquela era a hora de almoço - o nosso tempo, já não dava para dizermos uma à outra tudo o que se guardava para aquele recreio. Ela tinha falhado e eu estava ofendida.
Passavam apenas uns 15 minutos daquela hora de almoço e eu não quis ouvir mais nada, não quis saber o que de tão importante motivara tal assalto à professora em pleno recreio. Eu não queria ouvir. Eu apenas queria mostrar a minha indignação pela falha da exclusividade, por a minha amiga - que era minha - ter roubado 15 minutos à nossa amizade por qualquer outro motivo de maior importância na vida dela, na turma dela, tudo coisas dela que não eram minhas.
Aquela hora de almoço foi há mais de 20 anos e lembro-a muitas vezes, como os quinze minutos que valeram a hora toda, como o episódio em que para mim nada nem ninguém valeria 15 minutos que eram meus, ignorando por completo a fronteira entre o que é a minha vida e o que é a vida do outro sem mim.
Lembro, aquela hora de almoço, à laia de lição para não diluir a minha vida na vida de ninguém, mas acima de tudo, para não esquecer que os outros não deixam de ser meus e de ser amigos por precisarem de 15 minutos deles... que não são meus.
07 setembro 2012
30 dias de setembro #7
Dia 07 - Um retrato de alguém/algo que tem o maior impacto em mim
Ilustração
Porque muitas vezes as palavras não conseguem dizer tanto e porque de uma folha em branco o talento de alguns cria momentos de magia. Sou uma fã rendida de ilustradores e ilustrações, de imagens que coleciono em pastas arrumadas no computador e que "folheio" vezes e vezes embevecida. Procuro na ilustração uma resposta em poucos traços, a tradução de um sentimento em figuras e metáforas ou a mais complexa das mensagens desprovida de palavras.
06 setembro 2012
30 dias de setembro #6
Dia 06 - Uma personagem de ficção que nunca esquecerei
"Não há inocentes. Há apenas diferentes graus de responsabilidade."
Lisbeth Salander
Trilogia Millenium de Stieg Larson
05 setembro 2012
30 dias de setembro #5
Dia 05 - Uma imagem de um lugar especial onde já estive
Cambridge - Inglaterra
Summer School (1996)
Três semanas a fazer amizades com gente de todos os pontos do globo
com a "desculpa" de aprender inglês
04 setembro 2012
30 dias de setembro #4
Dia 04 - O meu signo e como ele encaixa (ou não) na minha personalidade
Dizem do signo Virgem...
que representa o trabalho, a ordem, a dedicação, a análise, a praticidade, a humildade. Os nativos deste signo são organizados, cautelosos, reservados e prudentes. Pelo lado mais negativo, podem ser críticos em excesso, sem iniciativa, desconfiados, tímidos e submissos.
Os virginianos gostam da rotina e tudo o que fazem é bem feito. Muito voltados para os detalhes, tornam-se extremamente exigentes, supercríticos e inflexíveis.
Cumprem as tarefas de forma meticulosa e eficiente, seguindo a ordem, o rigor, a síntese e a análise.
Quem é do signo Virgem preocupa-se muito com a saúde e a dieta. Aparentam serenidade, mas são muitas vezes nervosos e ansiosos.
Parecem frios e indiferentes à paixão, porque ninguém parece estar à altura dos elevados padrões de perfeição que exigem. Contudo, no fundo são românticos, delicados e sensíveis.
Eu e o meu signo
Segundo essas coisas dos astros, eu sou Virgem com Ascendente Capricórnio, o que me torna duplamente Terra, duplamente racional, duplamente inflexível ao atingir metas bem definidas, duplamente pés na terra e face ao objetivo.
De tudo o que dizem, escrevem, proclamam, revejo-me na organização e na inflexibilidade. O pormenor das listas, do método, do rigor, são coisas muito minhas e, muitas vezes, bem extenuantes.
Já tudo o que se relaciona com a saúde e os cuidados extremos com a alimentação, já não têm muito a ver comigo. Mas... signo que é signo é feito de exceções.
Há, ainda, aquela parte da crítica permanente e cansativa. Pois... e a pouca tolerância (ou nenhuma) a pessoas desarrumadas e/ou desorganizadas.
Para mim, na rotina, tal como dentro da cabeça, cada coisa tem mesmo um lugar.
03 setembro 2012
30 dias de setembro #3
Dia 03 - 10 coisas que adoro
1. O meu filho
2. Escrever
3. Vestidos
4. Kit kat
5. Dormir
6. Acordar e estar tudo bem
7. Silêncio
8. Banhos de imersão com água muito quente
9. Chuva
10. Viver o amor da minha vida
02 setembro 2012
30 dias de setembro #2
01 setembro 2012
30 dias de setembro #1
Dia 01 - 10 factos sobre mim
1. Hoje faço anos.
2. Gosto muito mais de mim aos 33 do que gostava aos 23 ou aos 13.
3. Acordo todos os dias com sono e com ideia que dormia bem mais.
4. O meu filho é irrequieto, falador, teimoso e desobediente e no meio de tudo isso é cómico, divertido, sensível e apaixonado.
5. Sou e sempre fui muito mimada.
6. Estou cada vez mais míope e menos parva.
7. Faço listas para tudo e mais alguma coisa, desde o que fazer depois de sair do trabalho até tudo o que tenho a dizer a alguém ao telefone.
8. Nunca tenho os relógios certos.
9. Penso sempre muito antes de falar e tenho orgulho nisso.
10. Decoro tudo: nomes, datas, lugares, caras, histórias, expressões, sensações, cheiros. E isso é muito cansativo.
31 agosto 2012
30 dias de setembro
Setembro é um dos meus meses preferidos do ano. Em parte porque tem aquele espírito de renovação, a imitar janeiro mas com mais sol, em que dá vontade de lançar desejos e concretizá-los. Depois, setembro guarda, ainda, a minha estação do ano de eleição, o outono, em que podemos escolher árvores de onde caiam folhas acastanhadas, avermelhadas ou amareladas, para, mais tarde, nascerem outras novas, jovens, verdes, tenras.
Os 30 dias de setembro começam amanhã e do 1 ao 30 vamos deixar aqui, diariamente, as respostas a este desafio. Num espírito de reunião de ideias e de lembranças, enquanto o "ano" até parece que recomeça.
Dia 01 - 10 factos sobre mim
Dia 02 - Uma imagem que me retrate na perfeição
Dia 03 - 10 coisas que adoro
Dia 04 - O meu signo e como ele encaixa (ou não) na minha personalidade
Dia 04 - O meu signo e como ele encaixa (ou não) na minha personalidade
Dia 05 - Uma imagem de um lugar especial onde já estive
Dia 06 - Uma personagem de ficção que nunca esquecerei
Dia 07 - Um retrato de alguém/algo que tem o maior impacto em mim
Dia 08 - Uma memória que me marcou para sempre
Dia 06 - Uma personagem de ficção que nunca esquecerei
Dia 07 - Um retrato de alguém/algo que tem o maior impacto em mim
Dia 08 - Uma memória que me marcou para sempre
Dia 09 - O último livro que li
Dia 10 - A música que ouço quando estou triste ou entediada ou desanimada
Dia 11 - 3 bens supérfluos, objetos de desejo, que adorava que fossem meus
Dia 12 - Como descobri a blogosfera e porque criei o blogue. O significado do nome
Dia 13 - Um site viciante
Dia 14 - Um dos meus textos preferidos do meu próprio blogue
Dia 15 - As 3 canções que mais ouço nos dias de hoje
Dia 16 - Uma citação que me persegue sempre
Dia 17 - Algo que me deixa sem palavras
Dia 18 - Uma profissão que gostava de ter tido
Dia 19 - Algo que gostava de saber ou aprender
Dia 20 - Uma imagem que retrate o meu futuro
Dia 21 - 10 coisas que não gosto muito
Dia 22 - 3 coisas de que tenho saudades
Dia 23 - 3 filmes que me marcaram para sempre
Dia 24 - Como gostaria de estar daqui a 10 anos
Dia 25 - 3 viagens de sonho
Dia 26 - Os meus 3 maiores vícios
Dia 27 - 3 séries de tv pelas quais sou completamente viciada
Dia 28 - 3 celebridades que me fascinam
Dia 29 - Uma imagem do que me faz feliz
Dia 30 - O que aprendi este mês
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